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Cartilha da FIERGS contribui para esclarecer questões envolvendo ergonomia 

Saúde

Orientar as indústrias e trabalhadores na identificação de riscos e prevenção de acidentes, visando disseminar a cultura prevencionista está entre os objetivos do workshop Ergonomia: uma abordagem conceitual, realizado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) nesta terça-feira (17). Na abertura do evento, houve o lançamento da cartilha de mesmo nome, elaborada pelo Conselho de Relações do Trabalho (Contrab) da FIERGS, por intermédio de seu Grupo de Estudos do Ambiente do Trabalho (Geat), que inclui orientações sobre itens da Norma Regulamentadora nº 17 (NR17). “Esse evento veio dar um fechamento ao trabalho de três anos na produção desse material. A ideia surgiu a partir da demanda das empresas, que buscavam uma orientação uniforme sobre o tema”, afirmou o diretor do CIERGS e vice-coordenador do Contrab, Guilherme Scozziero Neto. Ele também defendeu que “o governo precisa colocar em prática políticas nacionais de segurança e saúde no trabalho exequíveis, com segurança jurídica para as empresas”.

A coordenadora do Programa de Diversidade Cultural e Inclusão Social, Jacinta Sidegun Renner, que participou do desenvolvimento da cartilha, foi uma das palestrantes. “Esse material vai contribuir para que a ergonomia seja integrada à cultura das empresas, promover a participação de gestores e a aplicação preventiva dessas práticas de uma forma mais esclarecida”, ressaltou. Segundo uma pesquisa recente do Serviço Social da Indústria (Sesi), com 500 médias e grandes companhias, 43,6% reconhecem que a aplicação de tempo e dinheiro em segurança laboral elevou a produtividade e para 34,8% houve redução de custos. De acordo com dados do mesmo estudo, a atenção da indústria brasileira a saúde laboral deve aumentar em 13,2% até 2021. 

O presidente da Associação Brasileira de Ergonomia (Abergo), Paulo Antônio Oliveira, destacou pontos da modernização das leis trabalhistas que vão ocasionar mudanças na lógica da ergonomia e das fiscalizações. “Entre eles, estão a terceirização, caso ocorra de forma ampla, e o trabalho intermitente”, elencou. Ele ressaltou ainda que o Brasil está atrasado nessa questão. “No nosso país, ainda debatemos o absenteísmo, enquanto nos países mais avançados já se questiona o presenteímo, que trata de estar presente, mas sem produzir”, avaliou. O coordenador da Especialização em Saúde Ocupacional, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Fernando Gonçalves Amaral, detalhou um estudo de caso em gestão epidemiológica em SST na indústria alimentícia, um exemplo da aproximação entre indústrias e universidades. 

Outro tema foi o Equipamento de Proteção Individual (EPI) – Qualidade, Ergonomia e Adequação ao Risco. No painel Nova estratégia Sesi de Gestão em SST, o gerente de Segurança e Saúde no Trabalho do Sesi-RS, Antonino Germano, destacou números que mostram um aumento dos transtornos psicossociais como fatores de afastamento do trabalho – hoje, já é o terceiro principal motivo em todos os setores econômicos. Neste sentido, o Sesi gaúcho atua cada vez mais na prevenção desses fatores dentro das indústrias. O encontro encerrou com o debate e-Social: impactos na Segurança e Saúde no Trabalho (SST) Como a Indústria deve se preparar, apresentado pelo presidente da Associação Sul-Rio-Grandense de Engenharia de Segurança do Trabalho (Ares), Rogério Luiz Balbinot.


Crédito foto: Dudu Leal

Leia a cartilha na íntegra:

PDF icon cartilha_de_ergonomia.pdf