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As exportações de janeiro deste ano da indústria do Rio Grande do Sul registraram o melhor desempenho neste mês desde 2012, alcançando US$ 1,05 bilhão, 16,3% a mais do que em igual período de 2017.  A variação foi superior à registrada pela indústria nacional, de 12,5%. “O bom resultado se dá pela base de comparação baixa e pelo aquecimento da demanda externa, principalmente de mercados que consomem boa parte de nossos produtos, como Argentina, Estados Unidos e União Européia”, explica o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

 A indústria de transformação do Rio Grande do Sul terminou o ano de 2017 com aumento disseminado, mas pequeno em suas exportações: 1,5% em relação a 2016, totalizando US$ 12,6 bilhões. “A elevação da demanda externa do Mercosul e dos demais países da América Latina, favorecida pelo cenário internacional positivo, foi fundamental para gerar esse crescimento. O resultado, no entanto, devolve apenas uma pequena fração das perdas sofridas pelo nosso setor nos últimos anos.

As exportações do Rio Grande do Sul registraram crescimento de 6% no acumulado de janeiro a novembro de 2017, em comparação ao mesmo período do ano passado. Alcançaram US$ 16,25 bilhões, sendo a indústria responsável por US$ 11,4 bilhões deste total, o que representa US$ 153 milhões a mais nesses 11 meses, incremento de 1,4% em relação a 2016. “O resultado deste ano ainda é tímido e apenas devolve uma pequena parte das perdas que ocorrem para os exportadores desde 2012.

Com o objetivo de discutir os gargalos da competitividade brasileira e os principais desafios para inserção das empresas no mercado externo, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) realizou em sua sede, nesta quarta-feira (29), o Encontro de Comércio Exterior. “A internacionalização propicia novos mercados, novas oportunidades e conhecimentos. Deveria ser uma política da empresa, não uma opção. A empresa não precisa desistir de nada do mercado interno para pensar em exportar e/ou internacionalizar.

Para discutir os gargalos da competitividade brasileira e os principais desafios para as indústrias no mercado externo, a FIERGS realiza na próxima quarta-feira, dia 29, o Encontro de Comércio Exterior. Será na sede da entidade, em Porto Alegre, a partir das 13h45min. A indústria de manufaturados, especialmente, há 10 anos apresenta um déficit acumulado de mais de US$ 700 bilhões na balança comercial de seus produtos.

Influenciadas principalmente pela expansão das vendas de Alimentos (23,9%), Tabaco (17,3%), Veículos automotores, reboques e carrocerias (48,2%) e Químicos (16,3%), as exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,59 bilhão em outubro, crescimento de 27,2% em relação ao mesmo mês de 2016. O setor industrial embarcou US$ 1,24 bilhão, o que representa 18,7% a mais nessa base de comparação, gerando a maior contribuição para o saldo final agregado.

As exportações totais do Rio Grande do Sul e as da indústria de transformação apresentaram desempenhos diferentes no fechamento do terceiro trimestre. As primeiras somaram US$ 4,94 bilhões entre julho e setembro, o que representa avanço de 3,3% em relação ao mesmo período de 2016. Essa alta foi determinada pelo grupo das commodities, a partir do incremento de 10,9% (totalizando US$ 1,68 bilhão).

As exportações do Rio Grande do Sul caíram em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado. A análise desagregada mostra que a indústria de transformação interrompeu uma sequência de nove altas consecutivas nessa base de comparação, ao recuar 2,6% (total de US$ 1,13 bilhão). Já as vendas externas totais somaram US$ 1,74 bilhão, o que representa queda de 0,6% em relação ao mesmo período. ”Já estávamos observando com preocupação a perda de dinâmica do setor exportador da indústria gaúcha ao longo dos últimos meses.

Com o objetivo de apresentar ferramentas que permitam o aumento da competitividade brasileira no mercado internacional, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) realizou, nesta quarta-feira (30), o Seminário Instrumentos para Alavancar a Competitividade no Comércio Exterior. Apesar de ser o nono maior PIB mundial, o Brasil fica atrás quando se trata da participação no ranking dos principais países importadores e exportadores, com apenas 1% no volume total comercializado por todas as nações do mundo.

Impulsionadas pela elevação em mais de 85% na demanda externa da Argentina, as exportações da indústria gaúcha cresceram 2,3% em julho na relação com o mesmo mês do ano passado, totalizando US$ 1,02 bilhão. Caso a demanda externa do país vizinho se mantivesse constante, as vendas externas no setor secundário do Estado seriam de -5,3%, sete pontos percentuais menores do que o efetivo. “A maior parte desse movimento se deveu ao forte aumento dos embarques de veículos automotores.