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queda

A greve dos caminhoneiros e a crise cambial da Argentina, principal destino de produtos manufaturados do Estado, afetaram fortemente as exportações gaúchas em maio. Mesmo com o bom desempenho das commodities – alta de 13,4%, em um total de US$ 812 milhões –, o valor embarcado pela indústria de transformação (US$ 940 milhões), foi 10,6% menor no mês, em comparação ao mesmo período de 2017. Já para o país vizinho, a redução foi de 22,2%. Como consequência dessas dificuldades, as exportações totais do RS também tiveram queda: 0,8%, totalizando US$ 1,77 bi.

A produção (51,3 pontos) e o emprego industrial (50,9), contrariando o comportamento típico do período em função da sazonalidade, mas influenciados pelo feriado de Sexta Feira Santa ocorrido em março, cresceram em abril no Estado, na comparação com o mês anterior. É o que aponta a Sondagem Industrial, divulgada nesta terça-feira (29) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS).

Os empresários gaúchos estão menos otimistas em relação ao futuro da economia brasileira, revela o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), que caiu 2,8 pontos em maio em relação a abril, atingindo 56,6, e foi divulgado nesta terça-feira (22) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). O Indicador de Expectativas atingiu 57,9 pontos e exerceu a maior influência na redução da confiança no mês. Mas, acima dos 50 pontos, segue com uma percepção positiva, apesar de em menor grau frente a abril (61,6).

A redução da taxa básica de juros pelo Banco Central, que desde o final de 2016 passou de 14,25% para 6,5% ao ano, ainda não trouxe totalmente os reflexos esperados pelas empresas, na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry. A diminuição da Selic, cujo objetivo é o de estimular a atividade econômica que hoje atinge o menor patamar desde 1999, tem frustrado as expectativas dos empresários.

“A redução na taxa de juros contribui para a retomada econômica. Para que os ciclos de queda sejam mais longos é imprescindível, contudo, que se ajuste a questão fiscal e isso só será possível com reduções pelo lado da despesa e reformas estruturais no País”, disse o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, ao comentar a decisão do Copom em reduzir, nesta quarta-feira (21), em 0,25 p.p. a taxa de juros, passando para 6,50%.

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), que mede o nível de atividade do setor no Estado, após dois meses de crescimento apresentou um recuo de 2% em janeiro, na comparação com dezembro de 2017, feito o ajuste sazonal. Esta queda, porém, comum em períodos de volatilidade que caracterizam as fases de retomada econômica, não indica que a recuperação do setor é interrompida. Prova disso é que, ao comparar os dados com o mesmo período de 2017, o IDI-RS, produzido a partir de pesquisa da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), teve uma alta de 5%.

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), que mede o nível de atividade do setor no Estado, caiu 0,3% em outubro em relação a setembro, feito o ajuste sazonal. O resultado, divulgado nesta terça-feira (12) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), deve-se à influência provocada pela redução de 2,1% nas compras industriais, embora todos os demais componentes do IDI-RS tenham se mantido positivos: faturamento real (2,7%) voltou a crescer, o mesmo ocorrendo com as horas trabalhadas (1%), enquanto a utilização da capacidade instalada-UCI (0,1 p.p.) ficou estável em 79,4%.

Depois de subir 1,5% em julho, o Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI/RS), divulgado nesta quarta-feira (4) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), caiu 0,9% em agosto, na comparação com o mês anterior (com ajuste sazonal). “A queda do IDI não surpreende, pois foi influenciada pela forte retração nas compras industriais, embora os demais indicadores tenham registrado resultados positivos.

As exportações do Rio Grande do Sul caíram em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado. A análise desagregada mostra que a indústria de transformação interrompeu uma sequência de nove altas consecutivas nessa base de comparação, ao recuar 2,6% (total de US$ 1,13 bilhão). Já as vendas externas totais somaram US$ 1,74 bilhão, o que representa queda de 0,6% em relação ao mesmo período. ”Já estávamos observando com preocupação a perda de dinâmica do setor exportador da indústria gaúcha ao longo dos últimos meses.

A instabilidade política, que provoca incerteza em relação à aprovação das reformas trabalhista e da Previdência, abala a confiança do industrial gaúcho. O resultado é detectado no Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), divulgado nesta quarta-feira (21) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS).  Na passagem de maio para junho, caiu 2,9 pontos, chegando a 52,7.